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Na continuidade da visita à CIM Alto Minho, em Arcos de Valdevez, a CNA participou numa sessão com empresários, organizada pelo CEVAL e  ACIAB, centrada nos investimentos dirigidos às empresas, onde foi possível auscultar algumas das principais questões e preocupações dos empresários, relacionadas com o PRR, e nas quais a CNA-PRR identificou a necessidade de reforçar a comunicação sobre as candidaturas e possibilidades de investimentos dirigidos às empresas.

Para além da noção de que a máquina burocrática do PRR é muito pesada, também foram identificadas questões como a demora nas avaliações das candidaturas e na divulgação dos resultados, bem como a demora nos pagamentos e as dificuldades reportadas em obter esclarecimentos após a aprovação dos projetos. 

Há uma questão, transversal a esta sessão e a outras realizadas em outros locais, com que a CNA tem vindo a ser confrontada: Qual o impacto que o PRR terá na economia?  

A CNA-PRR teve oportunidade de reunir também com o CITIN – Centro de Tecnologia e Inovação Industrial – com um posicionamento geográfico central face às zonas industrializadas da área metropolitana do Porto e da Galiza (Vigo), tendo sido construída uma estratégia de internacionalização com o intuito de aproveitar essas sinergias. 

Sendo um centro que ainda se encontra no início e que não tem definida uma política de quotas de associados, o financiamento no âmbito do PRR chega via Missão interface é essencial, e irá contribuir para a aquisição de equipamentos, bem como para recursos humanos, estimando-se que em 2025 cheguem a 21 pessoas. O objetivo global do centro e dos seus associados, é contribuir para o salto tecnológico das empresas e da região. 

Um dos desafios que foi identificado, mais uma vez, foi o da habitação para os investigadores a contratar, bem como a necessidade de financiamento posterior para a adaptação de naves industriais e aquisição de equipamento, que permita dar o mencionado salto tecnológico. 

Em Vila Nova de Cerveira a CNA-PRR visitou a Tintex, empresa que opera na tinturaria, fiação e acabamento de têxteis. Foi possível conversar com os responsáveis desta empresa familiar e fazer um ponto dos 6 projetos PRR em que estão envolvidos (Be@t, Rn21, Texp@ct, Pacto Bioeconomia Azul, Giatex e Health from Portugal), que irão contribuir para aumentar o grau de inovação da empresa, área em que já apostam, com uma equipa de 12 pessoas num total de 140. 

Tal como já tinha sido verificado pela CNA anteriormente, noutras empresas, também aqui a interligação anterior dos parceiros dos projetos, bem como a continuidade de investigação ou investimento, em projetos anteriores, é uma prática que aparenta trazer benefícios, e que contribui para acelerar a inovação, a maturidade dos produtos ou processos e uma maior disseminação dos resultados. 

Esta empresa apresentou à CNA um portfólio de diversos tecidos, vários com propriedades técnicas diferenciadoras e tendo em conta o melhor conhecimento do que se faz no resto do mundo, sendo um resultado já alcançado no desenvolvimento destes projetos. Mais uma vez, o financiamento PRR está a ser utilizado para dar saltos de diferenciação e potenciar a inovação e internacionalização da empresa.  

A antecipação da obrigatoriedade do passaporte digital nos têxteis está a ser tido em conta, com uma aposta no teste de vários materiais sustentáveis e uma lógica de economia circular, optando por utilizar resina em substituição de produtos à base de combustíveis fósseis, bem como a inclusão de resíduos de tinturaria novamente no processo ou tratamento de águas residuais a partir de algas. 

Novembro 17, 2023